Segunda-feira

Estava eu me preparando para uma semana do cão: plena segunda-feira (a.k.a WORST DAY EVER), um calor infernal, autoescola, a volta das aulas, reunião de tarde, horário de verão, etc. E pra completar, meu carregador do notebook deu game over. Murphy tinha grudado em mim de novo e tava um caos. Não etava num humor nada apetitoso. Como diria uma amiga minha, “tava levantando todo mundo no coice”.

Fui para a universidade. Estressada (meu estado atual. E crônico)…

Por causa da autoescola (eu sou um perigo para os pedestres, os postes, os outros motoristas e meu próprio carro),

Por causa da montanha de trabalhos universitários a serem feitos (vida de estudante é bem simples: ou tu faz o que tem que fazer ou tu descansa),

Por causa da reunião (gente importante é outra coisa).

Como cheguei cedo e fazia um tempo que não entrava na internet (umas duas horas… Conhece vício? Pois é), fui para a sala dos PCs na biblioteca.

Entrei na Globo.com e rolei a barra. Estava tudo certo… OH WAIT!!!

“Grazi Massafera está grávida”

Minha cara:

Dois segundos depois:

5 segundos depois (a notícia começou a ser absorvida)

Resumindo os 5 segundos:

ONE SECOND

Deu bug no Tico e no Teco. Perdi vários pontos de Q.I

Começaram os efeitos físicos…

Cadê SAMU?

Tico e Teco começaram a voltar…

É tão… É tão…

NINDO

É muita emoção, BRAZEEEEL!

Tico e Teco 100% again: veio o lado materno que de vez em quando aparece. E toma.

Roberta recuperada do choque e reagindo à notícia:

I CAN’T EVEN…

Eu sai da biblioteca tão sociavel…

Simples assim:

Na reunião eu entrei babando, com cara de retardada (não conseguia parar de rir), não escutei uma palavra, tudo que queria era votlar pro PC e ver se tinha novidadades.

E eu tava tão, mas tão feliz, que fui até na academia.

Além de feliz, vou ficar gostosa!

HELL YEAH!

Desde segunda eu tô assim:

Valeu Grazi!

Extasiada por você e pelo Cauã!  Que essa gravidez seja abençoada e muito saudável!

Parabéns à nova mamãe e ao novo papai!

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Minha reação ao episódio 4×08 de True Blood

Eu tô pirada, revoltada, puta, louca, com instinto assassino, etc. Meu Deus, eu quero a cabeça do Alan Ball.

Querer que as cenas E/S fossem iguais às do livro era querer demais, mas um pouco de simetria seria excelente. Mas então que AB nos presenteou com cenas que foram grudadas em nossa mente (e corpo e ovários) à ferro e fogo: tapete/poltrona/cama (tô orgasmando até agora). Saíram melhor que meus sonhos mais safados e depravados. Estava tudo muito feliz no reino das Team Eric. Estávamos todas vendo unicórnios, arco-íris, muitos martelos vikings, etc. E chega o episódio 4×08. Que prometia entrar para os anais de TB. Porra cara, tinha shower scene e blood bond! Quer mais o que? Mas o problema veio: o AB escreveu TODO o episódio. E a gente sabe que ele é bipolar e da preferência  falta de bom gosto dele. Logo, nada mais óbvio que os momentos felizes de Eric e Sookie acabarem num episódio dele.

Eu sempre soube que a lua-de-mel do Eric e da Sookie ia acabar, afinal, eu li o livro e nisso tinha certeza que o AB ia ser literal, afinal ele ama o Beal e odeia os fãs. Mas caral*&%, eu esperava algo mais digno: levar um tiro, ser salva por Alcide e Beal e ainda tomar sangue desse empata. Ninguém merece. Mas era de se esperar já que é a fanfic do AB.

Mas enfim, vamos esperar e ver.

Continuando…

Partes cruciais e que todo mundo acha que o AB cagou:

A blood bond. O lado positivo:

a) aconteceu, teve, eles estão ligados;

b) ela que quis fazer isso, ela se ofereceu, ela quis ajudá-lo. Esse altruísmo e desejo foram marcantes. Por mim seria durante o Love in Nárnia, mas do jeito que foi parece ser mais natural, mais intrínseco. E foi blood bond. O fato de não ter sido durante o sexo e de não ter acontecido quando a Sookie tá quase morrendo só mostra o quão diferente e mais intima e apaixonada é a relação do Eric e da Sookie. Foi reciproco o desejo, foi por vontade e não por necessidade. O sorriso que ela dá quando ele está prestes a morder. Semiotica peoples. Pra entender AB e TB tem que estudar semiótica. Percebi isso no IWRU.

“We will be one”. Maravilhoso.

O importante: aconteceu blood bond. TÁ VALENDO!

P.S. Gente sério. Alguém faz com compilação dos gemidos do Eric pelamor

A tão esperada, sonhada, ovuladora, umificadora, etc. shower scene:

Eu já esperava que fosse diferente porque o AB avisou: “Sookie e Eric vão estar num chuveiro juntos”. Ele não falou nada de água, sabão, banho, lavação, etc. E pra quem esperava que fosse igual aos livros, NUNCA seria. Até parece que não assistem a série. Porra, quatro anos gente. NUNCA seria literal e igual aos livros, até porque nos livros a shower foi a primeira vez deles. Na série seria a vigésima, vigésima primeira, não sei, perdi as contas.

Mas eu gostei do resto da cena. Alguns falam que foi VTrip. VTrip o cacete. Foi bem mais que isso. Foi a blood band. E o simbolismo do local, da neve, da luz representa e importa pra dedéu. E depois de assistir quatro anos de True Blood eu aprendi que isso conta. Pra caramba. AB e os escritores levam isso muito a sério. A relação, conexão e continuação entre episódios é constante e conta muito. Um exemplo: sonho no IWRU e a primeira vez deles no IWIWTM. Magnifico. E as partes referenciadas do livro: “I wanna be with you forever”. Foi lindo. Isso sem falar no cabelo do Eric: aquele Eric era o XERIFE. Não o com AMNÉSIA. E a Sookie estava ciente disso e falou que poderia amá-lo TOTALMENTE. Esses pequenos detalhes fazem toda a diferença. E a neve que o Eric tanto gosta? Eu curti pra caramba essa cena.

Eu acrescentaria uma molhação básica no inicio pra dar ideia de banho, mas no geral, eu achei poética. E cheia de foreshadow.

O fato de eles estarem high as a kite não significa que não aconteceu. Foi real. Mas foi além do real. Foi mágico. A blood bond deu conexão e intimidade em níveis profundos e extremos (“smell your memories”). Vamos parar de ver apenas o superficial e ler as entrelinhas povo!

Se eu queria um pega hardcore ensaboado Rihanna S&M?. Sim, queria. Mas eu achei a parte da neve linda, épica e cheia de significados.

E nada impede de ter uma showerscene selvagem do casal trepa-trepa no futuro.

Ah, meus agradecimentos ao AB pela bunda do Eric (inveja mil da Anna que deve ter gravado aquele apertão umas 15 vezes). E gente, que foram aquelas línguas. OH MY GAWD.

Agora vamos pra bosta. A gente sabia que vinha merda, mas veio um tsunami de merda. Ser Team Eric não é fácil.

A Sookie tomou um tiro. OK. A gente releva. Ela sempre dá um jeito de quase morrer. O Eric sentiu. Fofo. O Queen Beal também. Fuck you. O Eric foi atrás dela e a Antônia enfeitiçou ele. Darling, uma coisa é ferrar com a cara da diva Pam (que tá bafônica, rica e fina de novo), outra bem diferente é não deixar o Eric salvar a Sookie e mexer com o psicológico do meu vampiro viking loiro bonito gostoso. Aí tu mexeu com coisa séria.

O pior não é isso. O pior é que quem salva ela é o Alcide (ZzZZzzZZz) e o Queen Beal dá sangue pra ela. Ali o AB fodeu tudo. Eu entendo que isso é “bom” pra trama. Pra manter o triângulo. Mas nada de sangue. Não precisava. Desnecessário. Vai praticar teu terrorismo lá no Iraque, filho do Bin Laden. Mas pelo menos mais uma vez a diferença entre Eric e Queen Beal fica clara: sangue do Beal só quando a Sookie tá morrendo e não tem chance de negar. Do Eric, ela quer, ela deseja, única e exclusivamente por vontade dela. Porque ela quer ficar com ele, ela ama ele, ela visualiza um futuro.

Então no próximo episódio teremos o sonho da Sookie (confesso que esse threesome me apetece). Ao mesmo tempo acredito que mesmo com sangue, a Sookie não volta pro Queen Beal (tô fazendo até novena). O sangue vai complicar assim como a volta da memoria do Eric. Mas a Sookie que tá smart essa temporada – até então – sabe disso e já assumiu pra ela mesma que gosta dele e está feliz assim. O sangue não vai mudar tanto, até porque o sangue do Eric é 10 vezes mais forte que o do Queen Beal. Mas ainda preferia nada de sangue. Já ia ser complicado, agora com Quinn, Alcide, sangue do Beal, Eric normal e receoso de mostrar seus sentimentos, Sookie sonhando com threesome, etc… Dai-me paciência e força Senhor.

O lado “bom” disso tudo é que como já disse, ela já assumiu que gosta do Eric – isso antes da blood bond. E que tem espaço na vida dela pra ele. Já é uma parte da maratona.

Eu NÃO fiquei p.da vida porque o Eric e Sookie agora tão em stand-by. Isso eu já esperava desde o inicio da temporada (there’s no such thing as forever) e estava preparada. Claro que se eu pudesse, queria muito mais cenas deles, queria que eles vivessem happily ever after. Mas isso não seria TB. Não seria Sookie Stackhouse Novels. Barreiras sempre existirão, mas Eric e Sookie serão maiores que isso. O que eles construiram nessa temporada foi amor e será duradouro. Eu acho que ganhamos cenas memoráveis dos dois. Foi ótimo e SERÁ melhor ainda num futuro próximo.

Acho que era isso: o que me irritou e me deixou psycho da vida foi o Queen Beal dando sangue pra Sookie, o Alcide salvando ela e o Eric sendo controlado pela Antônia. WTFuckness tava comendo solta.

E agora é witch war (parte importantíssima da season). Chegou a hora do pegapracapar. Sexy time por enquanto not.

Continuando. A Debbie psycho tá de volta. Eu amei isso. Eu fui uma menina boazinha o ano inteiro. Me comportei direitinho. Então ainda tenho esperança que a Debbie tente matar a Sookie e o Eric se jogue na frente. Aí te desculpo um pouco Ball.

E ainda tenho esperança de ter uns momentos Sookie e Eric antes da season finale.

Qualquer coisa, nos vemos em 2016. Tenho material suficiente pra me manter ativa.

Mas espero que como o AB é louco, ele loqueie pros nossos lados nas próximas temporadas. Afinal, Sookie sabe muito bem como é o Eric e ela tem o sangue dele… que é mais forte do que o Queen Beal… Então…

P.S. Como o AB fudeu a temporada em um episódio, perdi tesão em TB. O que é uma coisa boa, já que essa temporada estava atrapalhando meu sono, meu estudo e meu trabalho. Era capaz do meu chefe me demitir por justa-causa.

Agora, nada de correr feito maníaca atrás de spoiler, pirar o cabeção com o que acontece, me estressar com o AB (mas vou continuar te xingando), nada esperar até 5 da manhã por link, nada de ir pra aula com sono esperando o download ficar pronto, etc. Agora é baixar e assistir quando der tempo – isso se os reviews forem bons.

Espero vários momentos Sookie e Eric nos próximos episódios e temporadas, mas 2016 tá quase aí e tem coisa que o AB não pode mudar. De jeito maneira. Então, 2016, Eric Xerife exigindo o que é dele e Sookie tendo sexo gourmet.

BTW, post perfeito sobre o episódio de ontem (partes Eric e Sookie): Spellbound

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Desabafo. Parte 1

Bom, aconteceu muita coisa em pouco tempo. E eu não estava nem um pouco preparada. Eu não tive nem tenho capacidade de digerir tudo.

Ultimamente eu não tenho certeza de muita coisa. Eu estou confusa, triste, nervosa, com raiva, ansiosa, tudo ao mesmo tempo ou em intervalos de segundos. E eu estou usando uma máscara. Para o “mundo” eu estou bem: feliz, trabalhando, finalmente tirando a carteira de motorista, interessada nos estudos – já passei metade do curso. Mas não. Eu estou despedaçada. Sem ânimo pra nada.  Eu só quero chorar. E dormir. Dormir porque se eu durmo, eu não penso. E se eu não penso, eu não choro. E eu vivo na internet. Eu poderia beber (eu pensei nisso), usar drogas (não fiz isso por ser careta, covarde ou inteligente, depende do ponto-de-vista), mas não, eu me jogo no meu mundo idealizado da internet e tento esquecer o resto. E por algumas horas eu consigo. Converso com amigos, assisto minhas séries preferidas, viajo por Tumblrs, rio de vários tweets, e assim minha vida parece mais fácil e o mundo não é tão ruim.

Meu avô tem Alzheimer e a doença deixou ele em estado terminal. Bem que dizem, a velhice é um retorno à infância: o vô é um bebê grande.

Ontem, o vô abriu os olhos depois de muito tempo e eu percebi que ele estava lúcido. E só vi uma coisa: dor. Um pedido de ajuda.

E isso me machucou. Foi maior que qualquer dor que eu já senti até hoje. Não só porque pode ser uma das ultimas vezes que o verei assim, mas porque ele está sofrendo muito, e se tem alguém que não merece sofrer, desse jeito e nessa idade, é o vô. É injusto. Demais.

Me sinto impotente e fraca. Eu não posso fazer nada a não ser assistir e tentar fazer com que ele fique confortável.

Eu não me importo em dar banho, dar comida na boca, trocar a fralda, não me importo em fazer nada disso. Não que eu goste, afinal, tudo que eu queria era que o vô estivesse bem, andando e dando risada por aí, mas pelo menos, sinto que estou fazendo alguma coisa. Mas vê-lo sofrer eu não consigo, eu não suporto. Me sinto inútil, uma nulidade.

Tanto é que estou evitando ao máximo vê-lo. É estranho gostar tanto de uma pessoa que não consegue nem vê-la. Mas é assim que eu estou.

Porém, eu tenho um parafuso solto e parece que se não vou lá, minha mente estranha diz que eu não me importo. Quando é o extremo oposto. Eu AMO ele e me importo TANTO que eu não consigo ver ele sofrendo. Eu não quero ver ele desse jeito. Eu quero lembrar dele feliz. De quando a gente assistia os jogos do Grêmio e xingava o juiz. Ou quando ele pedia, todo querido, torrada. Ou de quando a gente caminhava e ele ficava todo orgulhoso quando conseguia dar passos largos e começava a marchar. Ou quando ele contava as historias dele: do Candango, de quando ele derrubou o galinheiro, ou de quando ele desceu rolando um barranco, mas não quebrou as melancias.

Tudo que eu queria era ter isso de volta.

 

Vô, você pode não lembrar de mim, mas pode ter certeza, eu NUNCA vou te esquecer e SEMPRE te amarei.

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Às minhas amigas, meu muito obrigado

O grande segredo de toda a mulher, com relação aos banheiros é que quando pequena, quem a levava ao banheiro era sua mãe. Ela ensinava a limpar o assento com papel higiênico e cuidadosamente colocava tiras de papel no perímetro do vaso e instruía: “Nunca, nunca sente em um banheiro público” E, em seguida, mostrava “a posição”, que consiste em se equilibrar sobre o vaso numa posição de sentar, sem que o corpo, no entanto, entre em contato com o vaso.

“A Posição” é uma das primeiras lições de vida de uma menina, super importante e necessária, e irá nos acompanhar por toda a vida. No entanto, ainda hoje, em nossa vida adulta, “a posição” é dolorosamente difícil de manter quando a bexiga está quase estourando. Quando você TEM que ir ao banheiro público, você encontra uma fila de mulheres, que faz você pensar que o Brad Pitt deve estar lá dentro. Você se resigna e espera, sorrindo para as outras mulheres que também estão com braços e pernas cruzados na posição oficial de “estou me mijando”.

Finalmente chega a sua vez, isso, se não entrar a típica mamãe com a menina que não pode mais se segurar. Você, então verifica cada cubículo por debaixo da porta para ver se há pernas. Todos estão ocupados. Finalmente, um se abre e você se lança em sua direção quase puxando a pessoa que está saindo. Você entra e percebe que o trinco não funciona (nunca funciona); não importa… você pendura a bolsa no gancho que há na porta e se não há gancho (quase nunca há gancho), você inspeciona a área.. o chão está cheio de líquidos não identificados e você não se atreve a deixar a bolsa ali, então você a pendura no pescoço enquanto observa como ela balança sob o teu corpo, sem contar que você é quase decapitada pela alça porque a bolsa está cheia de bugigangas que você foi enfiando lá dentro, a maioria das quais você não usa, mas que você guarda porque nunca se sabe…

Mas, voltando à porta… Como não tinha trinco, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto, com a outra, abaixa a calcinha com um puxão e se coloca “na posição”. Alívio…… AAhhhhhh…..finalmente… Aí é quando os teus músculos começam a tremer … Porque você está suspensa no ar, com as pernas flexionadas e a calcinha cortando a circulação das pernas, o braço fazendo força contra a porta e uma bolsa de 5 kg pendurada no pescoço. Você adoraria sentar, mas não teve tempo de limpar o assento nem de cobrir o vaso com papel higiênico. No fundo, você acredita que nada vai acontecer, mas a voz de tua mãe ecoa na tua cabeça “jamais sente em um banheiro público!!!” e, assim, você mantém “a posição” com o tremor nas pernas… E, por um erro de cálculo na distância, um jato finíssimo salpica na tua própria bunda e molha até tuas meias!! Por sorte, não molha os sapatos.

Adotar “a posição” requer grande concentração. Para tirar essa desgraça da cabeça, você procura o rolo de papel higiênico, maaassss, para variar, o rolo está vazio…! Então você pede aos céus para que, nos 5 kg de bugigangas que você carrega na bolsa, haja pelo menos um miserável lenço de papel. Mas, para procurar na bolsa, você tem que soltar a porta. Você pensa por um momento, mas não há opção… E, assim que você solta a porta, alguém a empurra e você tem que freiá-la com um movimento rápido e brusco enquanto grita OCUPAAADOOOO!!! Aí, você considera que todas as mulheres esperando lá fora ouviram o recado e você pode soltar a porta sem medo, pois ninguém tentará abrí-la novamente (nisso, nós, as mulheres, nos respeitamos muito) e você pode procurar seu lenço sem angústia. Você gostaria de usar todos, mas quão valiosos são em casos similares e você guarda um, por via das dúvidas. Você então começa a contar os segundos que faltam para você sair dali, suando porque você está vestindo o casaco já que não há gancho na porta ou cabide para pendurá-lo. É incrível o calor que faz nestes lugares tão pequenos e nessa posição de força que parece que as coxas e panturrilhas vão explodir. Sem falar do soco que você levou da porta, a dor na nuca pela alça da bolsa, o suor que corre da testa, as pernas salpicadas… A lembrança de sua mãe, que estaria morrendo de vergonha se a visse assim, porque sua bunda nunca tocou o vaso de um banheiro público, porque, francamente, “você não sabe que doenças você pode pegar ali” … você está exausta. Ao ficar de pé você não sente mais as pernas. Você acomoda a roupa rapidíssimo e tira a alça da bolsa por cima da cabeça!…

Você, então, vai à pia lavar as mãos. Está tudo cheio de água, então você não pode soltar a bolsa nem por um segundo. Você a pendura em um ombro, e não sabendo como funciona a torneira automática, você a toca até que consegue fazer sair um filete de água fresca e estende a mão em busca de sabão. Você se lava na posição de corcunda de notre dame para não deixar a bolsa escorregar para baixo do filete de água… O secador, você nem usa. É um traste inútil, então você seca as mãos na roupa porque nem pensar usar o último lenço de papel que sobrou na bolsa para isso. Você então sai. Sorte se um pedaço de papel higiênico não tiver grudado no sapato e você sair arrastando-o, ou pior, a saia levantada, presa na meia-calça, que você teve que levantar à velocidade da luz, deixando tudo à mostra! Nesse momento, você vê o seu amigo que entrou e saiu do banheiro masculino e ainda teve tempo de sobra para ler um livro enquanto esperava por você. “Por que você demorou tanto?” pergunta o idiota. Você se limita a responder “A fila estava enorme”

E esta é a razão porque nós, as mulheres, vamos ao banheiro em grupo. Por solidariedade, já que uma segura a tua bolsa e o casaco, a outra segura a porta e assim fica muito mais simples e rápido já que você só tem que se concentrar em manter “a posição” e a dignidade.

 

Obrigada a todas as amigas que já me acompanharam ao banheiro.

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Férias e planos

Finalmente entrei em férias. Da universidade. Claro.

E finalmente vou poder postar aqui. Claro que se eu fosse um pouco mais organizada eu postaria no minimo uma vez por semana, mas sabe né… Internet acaba com todo e qualquer plano.

Mas o que importa é que agora, à noite, estarei em casa e aproveitarei o frio embaixo de um cobertor, colocando em dia meus assuntos cinematográficos, tomando um chocolate quente e comendo um pinhãozinho.

Como já disse, nessas férias vou assistir filmes e séries, vou ler, vou escrever e vou tentar colocar minha vida em ordem – parte complicada do negócio. Descobri que se eu não escrever o que tenho que fazer, não faço. Não por falta de vontade ou organização de tempo, mas por esquecer. Estou com amnésica instantânea recorrente, que é o seguinte: lembrei que tenho que escrever um e-mail, pisco, esqueço. Então, viva o bloquinho!

 

P.S. Pretendo vir mais aqui e usar esse espaço mais como um lugar de desabafo porque tô precisando

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Eu, Etiqueta

Em minha calça está grudado um nome

Que não é meu de batismo ou de cartório

Um nome… estranho

Meu blusão traz lembrete de bebida

Que jamais pus na boca, nessa vida,

Em minha camiseta, a marca de cigarro

Que não fumo, até hoje não fumei.

Minhas meias falam de produtos

Que nunca experimentei

Mas são comunicados a meus pés.

Meu tênis é proclama colorido

De alguma coisa não provada

Por este provador de longa idade.

Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,

Minha gravata e cinto e escova e pente,

Meu copo, minha xícara,

Minha toalha de banho e sabonete,

Meu isso, meu aquilo.

Desde a cabeça ao bico dos sapatos,

São mensagens,

Letras falantes,

Gritos visuais,

Ordens de uso, abuso, reincidências.

Costume, hábito, premência,

Indispensabilidade,

E fazem de mim homem-anúncio itinerante,

Escravo da matéria anunciada.

Estou, estou na moda.

É duro andar na moda, ainda que a moda

Seja negar minha identidade,

Trocá-lo por mil, açambarcando

Todas as marcas registradas,

Todos os logotipos do mercado.

Com que inocência demito-me de ser

Eu que antes era e me sabia

Tão diverso de outros, tão mim mesmo,

Ser pensante sentinte e solitário

Com outros seres diversos e conscientes

De sua humana, invencível condição.

Agora sou anúncio

Ora vulgar ora bizarro.

Em língua nacional ou em qualquer língua

(Qualquer, principalmente.)

E nisto me comprazo, tiro glória

De minha anulação.

Não sou – vê lá – anúncio contratado.

Eu é que mimosamente pago

Para anunciar, para vender

Em bares festas praias pérgulas piscinas,

E bem à vista exibo esta etiqueta

Global no corpo que desiste

De ser veste e sandália de uma essência

Tão viva, independente,

Que moda ou suborno algum a compromete.

Onde terei jogado fora

meu gosto e capacidade de escolher,

Minhas idiossincrasias tão pessoais,

Tão minhas que no rosto se espelhavam

E cada gesto, cada olhar,

Cada vinco da roupa

Sou gravado de forma universal,

Saio da estamparia, não de casa,

Da vitrine me tiram, recolocam,

Objeto pulsante mas objeto

Que se oferece como signo de outros

Objetos estáticos, tarifados.

Por me ostentar assim, tão orgulhoso

De ser não eu, mar artigo industrial,

Peço que meu nome retifiquem.

Já não me convém o título de homem.

Meu nome novo é Coisa.

Eu sou a Coisa, coisamente.

(Carlos Drummond de Andrade)


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Balancete

Pois então…

Praticamente dois meses de aula já.

E meus planos foram por água. Foi-se assistir filme todo dia, foram-se as séries, e principalmente, foram pelo ralo as “resenhas”.

Além das aulas e seus trabalhos, agora eu realmente trabalho! Com carteira assinada e tudo.

Tento compensar a falta de filmes com a leitura de livros, já que passo um bom tempo no bus e penso que todo tempo em que estou morgando e não lendo é tempo perdido. Então tenho lido bastante. Tô ficando boa na arte de ler em ônibus: não enjôo, consigo me concentrar. Sério, tem que habilidade pra ler nos ônibus em Chapecó porque tem cada motorista louco e as ruas são cheias de buracos. Já levei altas livradas na cara – sorte que meus óculos serviram de escudo, e mais sorte ainda que eles não quebraram.

Mas não consigo me concentrar no blog não só pelas aulas e trabalho, mas porque eu AINDA não sei gerenciar meu tempo. O vicio é mais forte que eu. A internet domina meu tempo livre – em que não estou no ônibus, nem estudando, nem trabalhando nem dormindo.

Mesmo assim, graças as aulas, comecei a desenvolver uma nova visão sobre cinema, uma visão mais critica e técnica, principalmente na questão de roteiro/dialogo e fotografia. Assisti filmes diferentes, filmes independentes, estrangeiros, e estou fascinada pelos clássicos.

Eu assisti “5X Favela”, “Crianças Invisiveis”, “Lumiere e Companhia”, “Stranger Than Fiction”, “Cisne Negro” de novo e nesse feriado pretendo assistir “Um Estranho no Ninho”, “Laranja Mecânica” e “Poderoso Chefão II”.

E recebi várias indicações de filmes que assim que puder, assistirei.

Mas como disse, o meu negócio no momento é LIVRO.

Li inúmeros livros:

– Comédias para se ler na Escola, de Luis Fernando Verissimo

– Comédias de Verão, L.F. Verissimo

– Xangô de Baker Street, do Jô Soares (super-mega-hyper recomendo)

– Incidente de Antares, do mestre Erico Verissimo (É ótimo, mas aquela primeira parte faz qualquer um brochar. Puta merda que coisa chata. Pula, pula)

– Redação Publicitária

– Ultima Impressão é a que fica

– Surpreendente – a televisão e o videogame nos tormam mais inteligente, de Steven Johnson

– Revolução dos Bichos, George Orwell

– Cabeça de Turco, Günter Wallraff

– Meu Pescoço é um horror e outros papos de mulher, de Nora Ephron (morri lendo; ótimo, excelente, divertido, real, TODO MUNDO deve ler)

E tô lendo “Diário de Anne Frank” e “A Evolução do Texto Publicitário”.

Como é perceptível, sou bem eclética, mas há um padrão: sempre um técnico e outro ficcional – podendo ser crônicas, ficção, etc.

Essa é a minha técnica: leio dois livros ao mesmo tempo, um de crônicas ou ficção, e um técnico. Assim, dou leveza e fluidez à leitura, pra não se tornar pesado e maçante. Pra não tornar a leitura, uma tortura.

Depois de profunda análise, cheguei à conclusão que gosto mesmo é de crônica. Pretendo ler logo algo da Martha Medeiros, do Jabor, do Stanislaw Ponte Preta, do Nelson Rodrigues e claro, L.F.Verissimo.

Pretendo também me aprofundar em Erico Verissimo, principalmente “Tempo e o Vento” e “Olhai os Lirios do Campo” e me interessei pelo Marquês de Sade.

É isso: dois meses de aula e muita mudança e flexibilidade!

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